O mistério de Mozart

O detetive espertalhão - O mistério de Mozart
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O homem que bateu à porta - O mistério de Mozart
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O seu nome é sombra - O mistério de Mozart
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Quando o sono chega - O mistério de Mozart
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Vou mascarar-me de palhaço - O mistério de Mozart
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NARRADOR - Era vespera de Carnaval e o compositor Mozart chegou a casa muito cansado. Nessa noite ele estivera a tocar para o imperador da Áustria, num concerto tão fantástico que toda a gente bateu palmas de pé durante vários minutos. O Mozart estava satisfeito, mas andava triste, pois queria fazer algo diferente. Aborrecia-lhe o facto de tocar sempre a mesma coisa e de estar a ficar sem ideias novas para as suas composições.

Quando abriu a porta da sua casa, a primeira coisa que fez foi sentar-se um pouco a descansar.

 

MOZART - Estou tão cansado que só me apetece dormir!

(senta-se na cadeira)

 

  • QUANDO O SONO CHEGA

 

MOZART - Acho que vou dormir um pouco!

 

(ouve-se o som de alguém a bater à porta)

 

NARRADOR - O Mozart estava de facto tão cansado que nem sequer se levantou a tempo de abrir a porta.

 

MOZART - Estou tão cansado que nem sequer fui ver quem bateu à porta! E agora quem terá sido?

 

NARRADOR - O Mozart decide então escrever uma carta ao seu amigo detetive, a fim de este o ajudar a desvendar o mistério de quem lhe terá batido à porta. Seria o imperador? Seria alguém interessado em algumas das suas composições? Foi então que o seu amigo detetive chegou.

 

DETETIVE - Olá Mozart! Então o que queres de mim?

MOZART - Enquanto eu estava a dormir alguém bateu à minha porta!

DETETIVE - E porque é que não abriste a porta?

MOZART - Porque enquanto sonhava estava a fazer uma música fantástica!

DETETIVE - ah... Estou a ver.

MOZART - Achas que me podes ajudar a desvendar este mistério?

DETETIVE - Claro que sim. Vamos lá!

 

  • DETETIVE ESPERTALHÃO

 

NARRADOR - Os dois amigos decidiram ir para a rua tentar descobrir o mistério do homem que bateu à porta. Foi então que o detetive começou a fazer perguntas a algumas pessoas para tentar descobrir alguma pista.

DETETIVE - Boa tarde, viram alguém sair deste prédio à hora do almço?

VENDEDOR DE JORNAIS - Não! Só do prédio em frente!

PEIXEIRA - Eu só cheguei agora, por isso não vi ninguém.

LENHADOR - Por acaso eu estive nesse prédio, mas não bati à porta do senhor Mozart...

MOZART - Acho que nunca mais vamos saber quem bateu à porta!

DETETIVE - Tem calma meu amigo. Vamos conseguir descobrir.

 

NARRADOR - Depois de muitas perguntas, os dois amigos caminharam até ao fim da rua. Foi então, que alguém os chamou.

 

VELHINHA - Posso falar com os senhores? Eu sei quem vos pode ajudar!

MOZART - Quem?

VELHINHA - A sombra!

DETETIVE - A sombra?

VELHINHA - Sim. A sombra sabe tudo!

MOZART - Acho que estamos a perder tempo.

DETETIVE - É isso! A sombra está em todo o lado.

VELHINHA - Como está em todo o lado, consegue saber tudo o que se passa.

MOZART - E como chamamos a sombra?

DETETIVE - Elementar caro Mozart, elementar... Chamos o seu nome!

DETETIVE E MOZART - Sombra????

 

  • O SEU NOME? É SOMBRA!

 

SOMBRA - Chamaram?

DETETIVE - Boa tarde senhora sombra! Pode dizer-nos quem bateu à porta do Mozart?

SOMBRA - Claro que posso!

MOZART - Então diga-nos por favor.

SOMBRA - Foi um palhaço!

DETETIVE - Um palhaço? Ora essa, mas porquê!

SOMBRA - Isso já não sei. Infelizmente ainda não consigo ler a mente das pessoas...

MOZART - E onde é que o podemos encontrar?

SOMBRA - Deixem-me ver todas as minhas sombras (pensa durante um bocado). Já sei, está no circo que chegou ontem à cidade!

DETETIVE - Eu sei onde está esse circo. Vamos até lá!

 

NARRADOR - E lá foram eles a correr até ao circo. Ao chegarem ao circo perguntaram pelo palhaço e um malabarista apontou para uma pequena tenda muito colorida que estava por detrás das jaulas dos leões. O Mozart e o detetive chamaram por ele à entrada da tenda.

 

DETETIVE E MOZART - Senhor palhaço?

PALHAÇO - Quem querem meus senhores?

DETETIVE - O meu amigo quer saber porque foi bater à sua porta!

PALHAÇO - Ahhhh... Finalmente consigo falar consigo senhor Mozart.

MOZART - O que me quer?

PALHAÇO - Sabe, eu gosto muito das suas músicas e por isso fui à sua procura para lhe pedir que me fizesse uma música muito especial.

MOZART - Como assim?

PALHAÇO - Uma música que fale da roupa que eu vou vestir para o espetáculo de logo à noite.

DETETIVE - O meu amigo não faz música de circo!

MOZART - Espera amigoa detetive. Eu ando à procura de novas ideias. Por isso, esta é uma boa ideia.

PALHAÇO - Então acha que me pode ajudar?

MOZART - Dê-me um bocado para eu fazer a música!

 

(O Mozart senta-se no chão e começa a escrever a música)

 

MOZART - Pronto já está. Vamos ouvir!

 

  • VOU MASCARAR-ME DE PALHAÇO

 

PALHAÇO - Que maravilha. Agora já tenho uma música para a festa do carnaval no circo.

DETETIVE - Afinal não foi assim tão dificil desvendar este mistério!

MOZART - E o mais engraçado é que finalmente fiz uma música diferente! Bem agora vou para casa dormir mais um pouco.

DETETIVE - Já agora podias compor mais uma música para celebrar a descoberta do mistério!

MOZART - Está bem. Mas só mais uma música!

 

  • O HOMEM QUE BATEU À PORTA