A viagem de Bizet

A soma das andorinhas - A viagem de Bizet
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Eu sou Bizet - A viagem de Bizet
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O cowboy aventureiro - A viagem de Bizet
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Somos os frutos de muitos sabores - A viagem de Bizet
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Somos piratas, vamos navegar - A viagem de Bizet
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NARRADOR - O Bizet estava muito preocupado precisava de fazer uma música que falasse de Sevilha. O problema é que ele nunca tinha estado em Sevilha, aliás, nunca tinha ido a Espanha sequer. Ele vivia em França na cidade de Paris e fora o embaixador de Espanha quem lhe havia encomendado uma música. O Bizet ainda nem sequer tinha tido qualquer ideia sobre o género musical para homenagear a cidade de Sevilha.

Um dia de manhã, fez as malas e pôs-se a caminho. Montou no seu cavalo e caminhou horas a fio até chegar a um porto. Aí viu um enorme navio e determinado em continuar a sua viagem foi ter com o capitão da embarcação.

 

BIZET - Boa tarde! Acha que me pode levar no seu navio até Espanha?

CAPITÃO - Claro que sim!

BIZET - Engraçado... Nunca tinha visto uma bandeira assim! Vocês são de que país?

CAPITÃO - Ah, ah, ah... Não somos de país nenhum. Nós somos piratas!

 

NARRADOR - O Bizet ficou um pouco assustado, mas ao ver que os piratas eram todos bonzinhos e que apenas gostavam de se divertir pelo mar à procura de tesouros perdidos, entrou no navio e seguiu viagem com eles.

 

  • SOMOS PIRATAS, VAMOS NAVEGAR

 

NARRADOR - Finalmente chegaram a Espanha. Os piratas despediram-se do Bizet e lá continuaram a sua aventura pelos sete mares em busca dos tesouros perdidos.

Já de noite, cansado e com fome, decidiu parar um pouco. Foi então, que viu o que lhe parecia ser uma quinta cheia de árvores de fruto. Olhou em volta, chamou pelo dono da quinta e nada... Pensou que podia tirar alguns frutos e logo pela manhã, procuraria o fazendeiro para lhe pagar os frutos que ele, naquela noite iria comer.

 

  • SOMOS OS FRUTOS DE MUITOS SABORES

 

NARRADOR - Ao cantar do galo, o Bizet acordou, pegou nas suas malas e foi à procura do dono da quinta. Ao longe andava um homem montado no seu cavalo a cuidar das vacas que ali pastavam.

 

  • O COWBOY AVENTUREIRO

 

BIZET - Bom dia!

COWBOY - Bom dia. Então o que o traz por cá?

BIZET - Ontem à noite estava com fome e comi alguma da sua fruta. Por isso quero pagar-lhe!

COWBOY - Não precisa de pagar nada. Esta quinta tempo muita fruta. Se quiser pode comer mais!

 

NARRADOR - O cowboy não só não quis receber o dinheiro como ainda convidou o Bizet para comer uma deliciosa sopa de legumes da sua horta.

 

  • A SOPA DE LEGUMES TEM SONS

NARRADOR - Depois de se despedir do cowboy, o Bizet pôs-se novamente a caminho de Sevilha. Ao fins de algumas horas finalmente chegou ao seu destino.

Sevilha era uma cidade encantadora, cheia de cor e magia, com pessoas a passear por todas as ruas. Depois de fazer um longo passeio, sentou-se um pouco na praça central e foi então que viu a cigana mais bonita que algumas vez vira na sua vida. Todos lhe chamavam Carmen, os vendedores davam-lhe maçãs, os soldados faziam vénias ao vê-la passar, mas de repente surgiu um senhor chamado Dom José que gostava muito da Carmen e ao ver toda aquela gente a rir e a dançar com ela, ficou cheio de ciúmes e lançou os seus touros pela praça central. Em vez de fugirem, as pessoas começaram a brincar com o touro e fizeram uma tourada ali mesmo à frente do Bizet.

 

BIZET - Já sei o que vou fazer. Uma ópera!

 

NARRADOR - E foi assim que o Bizet compôs a sua ópera para oferecer ao embaixador de Espanha. A ópera ficou então conhecida como a Cármen de Bizet.

 

  • EU SOU BIZET